Comunicado:

Galera,
Ontem fizemos uma reunião da banda e definimos os próximos passos que tomaremos, vejam o que acontecerá nas próximas semanas:

1) Nesta segunda-feira à noite disponibilizaremos a música que vocês escolheram para download, juntamente com as letras, história da música, sentido, tradução, etc, etc, etc.

Gostariamos de agradecer a todos que votaram e saibam que ficamos muito felizes em ver que vocês respondem às enquetes e tudo funciona muito bem.

2) O Primeiro show do ACLLA está marcado para o dia 21/03 em um evento fechado pela banda. Será o aniversário do vocalista Tato Deluca, e para comemorar em grande estilo fechamos uma tradicional casa de Rock N’ Roll na rua 13 de Maio, bairro do Bixiga, em São Paulo. Vamos fazer um post somente para divulgar isso ainda hoje! Esperamos vocês lá! Serão reveladas 8 ou 9 músicas do disco, e o melhor, executadas ao Vivo e com toda a fúria que uma ocasião dessas merece!

3) Assim que todas as músicas tiverem prontas vamos fazer um vídeo com um grande Medley, mostrando trechos de todas as músicas. Depois disso lançaremos uma enquete aqui na comunidade, onde vocês votarão em 4 músicas para fazerem parte do EP que lançaremos entre o fim desse mês e o começo de abril para começarmos a preparação para o Landscape Revolution (nesse meio tempo vamos negociar com gravadoras e selos o lançamento do Álbum).

Contamos com vocês galeras!
Fiquem ligados que em breve teremos MUITAS novidades!

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Postado por Tato Deluca:

Boa noite galera! Antes de mais nada peço desculpas por termos ficado sem “blogar” nos ultimos dias. Na realidade eu tive que viajar para Vitória a negócios e não tive tempo de acessar o computador. Os outros caras da banda ainda estão um pouco “acanhados” em postar, mas vamos ter uma reuniãozinha amanhã e acredito que definiremos uma linha “editorial” para o blog e todos terão assuntos para explorar por aqui!

Resolvi fazer esse post pois uma das bandas que eu canto está indo para as “cucuias” (não é o ACLLA, fiquem tranquilos).

O que acontece com a banda: É uma banda de covers de classic rock e pop rock como milhares que existem por aí. Faz covers genéricos, na realidade canto com os caras pois é uma banda de amigos de infância e achei uma boa oportunidade para manter uma frequência constante de ensaios e shows, deixando assim minha garganta sempre “afiada”.

Uma banda de covers genéricos só pode ter um objetivo: Tocar a noite! Ganhar algum dinheiro!

O problema desta banda é que não tínhamos um objetivo muito claro. É muito dificil entrar no circuito das casas de show se você nunca gravou ainda. A situação financeira do pessoal não ajudava muito a gravar uma “deminho”, e essa é a única chave, você só toca se tiver material!

Por esse motivo inclusive que o ACLLA ainda não começou a divulgar a agenda! Estamos esperando as musicas ficarem prontas para iniciarmos a marcação dos shows. Apesar de estarmos gravando um disco profissional com um alto nível de produção em tudo que trabalhamos, além de termos músicos conhecidos e gabaritados no line up, nem mesmo o ACLLA marca shows sem um disco! (já temos um show marcado, mas é uma exceção) 

Com esta minha outra banda, que só tem amigos, o grande problema é a falta de objetivo concreto. Como eu estava apenas na banda dos caras, não quis me envolver ativamente, mas obviamente numa situação de crise resolvi reunir os caras para conversarmos cara-a-cara e vamos ver o que dá.

De todo modo, quando forem criar uma banda, meu conselho é fazer como foi com o ACLLA:

1- Objetivo: Gravar um disco e fazer shows

2- Repertório: Somente músicas próprias

Pronto… definido isso também tem que se definir um dia FIXO para ensaio, virar mensalista de um estúdio, dividir todos os gastos por igual, tudo deve ser conversado pessoalmente. Social e reuniões entre os membros da banda só fortalecem e entrosam. as vezes amigos tocando são mais entrosados do que profissionais desconhecidos. A convivência traz isso!

Portando, amigos, se quiserem que sua banda de certo, busquem fazer as coisas com objetividade e transparência, se precisarem de qualquer dica quanto a isso, podem me procurar!

Um grande abraço

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Postado por Tato Deluca:

Hoje estava compondo alguns riffs no violão quando tive a idéia para este post…

Fiquei pensando sobre como fazer uma música “funcionar”. Algumas pessoas criam um único riff, e fazer variações dele ao longo da música toda…. na base do canto é o mesmo riff só que com a guitarra abafada, o refrão usa os acordes deste riff só que sem palhetar, apenas ataca as cordas soltas, depois a base do solo é o mesmo riff e a musica acaba assim…. existem muitas músicas assim… ouça Smells like Teen Spirit!

Isso existe muito, mas essa simplicidade se torna cada vez menos original, uma vez que várias bandas já usaram diversas combinações de intervalos na composições dessas músicas mais simples baseadas em Riff.

Diante dessa situação as pessoas tentam se focar em misturar riffs. Uma música composta por 3 riffs diferentes, um de intro, outro para o canto e outro para a ponte já funciona muito bem! Algumas pessoas no ímpeto de não plagiar ninguem e de tentar chegar na originalidade absoluta criam músicas com 50 riffs diferentes! O ouvinte não consegue adivinhar nunca o que está por vir e o refrão simplesmente desaparece no meio de uma idéia tão complexa.

O que as pessoas não enxergam é que na realidade essas idéias “complexas” são formadas por um “Frankenstein” de idéias simples costuradas de qualquer jeito, e isso acaba sendo extremamente CHATO!

Os Riffs de guitarra devem ser valorizados, se você tem uma boa idéia, deve explorá-la! De repente aquela base que você criou para o canto funcionaria incrivelmente bem como base do solo… por que não tentar?

Na realidade nos arranjos do ACLLA trabalhamos muito variações. As músicas tem estrutura simples de entender, pois queremos que sejam canções… as melodias tem que ficar grudadas e as pessoas devem conseguir assobiá-las! No entanto, apesar da acessibilidade, os arranjos não são simples!

Conseguimos criar arranjos complexos para estruturas simples, e isso nos pareceu uma maneira muito eficaz de deixar a música grudenta e ao mesmo tempo interessante!

Veja o Iron Maiden por exemplo. Eles tem músicas muito simples, mas os arranjos são extremamente bem feitos e complexos. Tirar uma música deles igualzinho ao CD é complicado justamente por ela ser cheia de detalhes!

Se você criar uma estrutura complicada, dificil do público decorar as partes, etc, a chance de se tornar algo chato é enorme!

Quando a banda busca a complexidade, ela tem que desenvolver essa complexidade a partir de idéias coerentes e verdadeiramente originais…. não adianta misturar 12 músicas simples em uma só de 28 minutos que isso não fará dela uma música interessante… pelo contrário, ela vai ficar cansativa e seria muito melhor aproveitada se fosse quebrada nas 12 músicas originais!

Toda banda iniciante de material próprio tem que ponderar sobre essas questões. Testar as músicas ao vivo é fundamental! Falo isso pois eu já segui esse caminho no passado: Na época do Dragon King, tive uma música de 15 minutos composta por milhares de riffs que na verdade dariam varias músicas muito legais se fossem quebrados em músicas pequenas e diretas!

 Uma música gigante tem que contar uma história gigante, ela não precisa ter inumeras partes e o refrão tem que ser grudento e identificável!

Realmente fico impressionado com composições de bandas como o Dream Theater. Eles realmente conseguem fazer músicas longas que não são cansativas. Pelo menos algumas de meus discos favoritos deles são assim e não é uma missão nada fácil!

Não digo que é impossível, é possível fazer músicas progressivas longas, complexas e legais, mas saiba que o público para esse tipo de música é muito menor do que público de músicas de 3, 4 minutos!

A “fórmula” para uma música comercial em tese é: Primeiro refrão antes de 1:30. Tamanho máximo 4:30, a estrutura pode variar, mas se você está começando a compor suas músicas, procure seguir o: 1) Intro 2) Canto 3) Ponte 4) Refrão 5) Canto 6) Ponte 7) Refrão 8) Solo 9) Refrão 2x 10) Riff da Intro

Essa é a estrutura mais usada no Rock, com pequenas variações, a ponte pode existir ou não, pode ser apenas uma modulada no riff do canto, depois do solo pode entrar uma parte C, mas no geral se você é um compositor iniciante e deseja criar seu próprio material, essa estrutura funciona bem.

Ela é uma estrutura simples não o arranjo não precisa ser necessariamente simples! Se você conseguir pegar uma estrutura assim e encher de arranjos legais e criativos, valorizar um Riff de introdução original e explorar a técnica dos música, você pode ter uma grande arma em sua mão para fazer a galera balançar a cabeça até quebrar o pescoço!

Não existe certo ou errado, composição é ousadia! Se você preferir descartar tudo que falei e fazer o seu jeito você terá toda razão em fazê-lo!! O Heavy Metal é isso! Quebrar as leis, certo?

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Postado por Tato Deluca:

Pessoal,

Sei que às vezes é difícil entender por que um álbum demora tanto para ser lançado. Resolvi escrever esse post que desmistifica um pouco todo esse processo, mas pode servir de ajuda e inspiração para as bandas novas que querem gravar seu material algum dia.

O processo todo no caso do ACLLA teve início no segundo semestre de 2007. Apresentei para o produtor Ricardo Nagata o material cru, que eu havia gravado no computador da minha casa, apenas guitarra e voz. Com o material na mão, comecei a me encontrar com o baixista Bruno Ladislau para trabalharmos os arranjos.

Re-arranjamos algumas músicas, e novas idéias foram surgindo. Mostrei essas novas idéias para o Nagata, e ele me convenceu a substituir várias das músicas antigas por essas idéias novas. Voltamos ao processo de arranjo, esse processo levou cerca de 6 meses. 

Em abril de 2008 começamos a gravar a pré-produção, todos os arranjos prontos foram gravados, com bateria programada, baixo, guitarras e voz para testarmos o material. O “Japa” também me deu uma ajuda, ele já queria direcionar o tipo de voz que eu ia fazer no disco, portanto acompanhou a gravação das vozes para alinhar minha interpretação.

Depois da pré-produção finalizadas, voltamos a parte de arranjos. Trabalhamos as músicas que não tinham ficado tão boas, mudamos algumas bases de solo, escrevi as letras que estavam faltando, etc.

Nesse meio tempo a banda passou por algumas mudanças de formação, entraram na banda Eloy Casagrande (baterista) e Chrystian Dozza (guitarrista). Com esses músicos, novas idéias foram surgindo, e passamos a ensaiar os arranjos da pré para que todos pudessem colocar as suas idéias nas músicas.

Ficamos ensaiando por cerca de 6 meses até que pudéssemos definir as músicas como prontas. Esses ensaios não envolviam somente ensaios da banda toda. Bruno e Eloy se encontravam constantemente para compor a “cozinha” das músicas. Eles realmente tem um entrosamento assustador e criaram linhas extremamente bem trabalhadas com repiques de baixo e bateria totalmente sincronizados!

Os guitarristas, Chrystian Dozza e Denison Fernandes também faziam ensaios separados para a composição dos solos! Esses ensaios renderam momentos do disco que realmente estão emocionantes, como o solo de Beyond the Infinite Ocean!

Por fim entramos em estúdio em abril de 2009! Passamos o ano todo gravando, não por dificuldade dos músicos – Eloy gravou todas as baterias em 2 dias! Bruno gravou as linhas de baixo em 2 dias.

Tivemos alguns problemas de agenda, tanto por parte do estúdio quanto dos músicos. A gravação de guitarra base foi a que mais demorou. Conseguíamos gravar a cada 2 ou 3 semanas mas o resultado fez jus a todo o trabalho que tivemos!

Devido ao atraso na gravação de guitarra tive que aproveitar uma brecha nessas gravações, que foi justamente meu período de férias no trabalho extra-banda, para gravar os vocais principais!

A maioria deles foi gravado em cima de guitarras guia! O que deve-se ter muito cuidado ao executar esse processo inverso é de que as guitarras estejam 100% afinadas. Uma desafinação pode prejudicar toda a linha de voz, e como estúdio é pago por hora, não é bom regravarmos nada!

As linhas de voz principais foram gravadas em duas semanas, 6 ou 7 horas de pé atrás de um microfone, cantando com toda a pegada possível durante 12 dias, mas é um esforço realmente gratificante.

Concluímos as gravações de base em setembro e começamos a gravar os Solos e Backings. Esse processo foi mais rápido, em um mês e meio estava concluído.

Em novembro tínhamos todas as músicas gravadas, com exceção dos instrumentos exóticos – theremin, didgeridoo, percussão. Os teclados foram gravados apenas em janeiro desse ano e o theremin no inicio de fevereiro.

Enquanto isso o produtor Ricardo Nagata está mixando e masterizando o álbum. Na realidade o processo de mixagem é o mais demorado.

Primeiro uma música é mixada à exaustão (no caso a escolhida foi The Totem). Depois que ela fica perfeita os timbres e volumes são testados nas outras músicas que teriam o mesmo “clima”, funcionando, excelente, se não funcionar, deve-se tratar individualmente a música.

Temos músicas muito variadas no álbum, nenhuma parece com a outra, temos momentos mais Hard Rock que não soariam bem com a distorção de uma The Totem por exemplo, assim como temos uma moda de viola que é  acústica, músicas com intro em violão, é impossível definir uma configuração de volumes e timbres que funcionaria para todas.

Por esse motivo estamos nesse pé hoje: The Totem, Jaguar e The Hidden Dawn estão mixadas e com masters provisórias – a Masterização final ocorre depois que todas as músicas estão 100% mixadas. Assim define-se um volume e frequências que funcionam para todas as músicas, e deixa-se o disco totalmente uniforme!

A previsão é que tenhamos as músicas do EP prontas hoje (lançaremos uma PROMO edition com 4 ou 5 músicas em no máximo 1 mês). Com isso enviamos o material para a prensagem (essa Promo será prensada de forma independente).

O álbum mesmo, decidimos nos dar um pouco mais de tempo para negociarmos com os selos. Ele terá 12 músicas, as quais já descrevemos em posts anteriores. Para selos internacionais temos 2 bônus reservados, quando tudo estiver lançado, fazemos questão de disponibilizar esse bônus aqui para vocês, mesmo por que podemos tocá-los nos shows (e provavelmente vamos!)

Fiquem ligados galera, está tudo acontecendo e quando menos esperarmos o álbum já estará em suas mãos!

Grande abraço
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Segue o video da Totem antes de ser mixada, posso dizer que os timbres e volumes estão 300% melhores, mas vale a pena relembrar a melodia!
Grade abraço galera!
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Vamos revelar a primeira música finalizada do ACLLA, mas queremos a participação de vocês!

Lançamos uma enquete com 3 opções, três músicas que já temos mixadas e masterizadas: The Totem, Jaguar e The Hidden Dawn.

Os reviews dessas músicas podem ser encontradas aqui mesmo neste blog, em posts anteriores, sintam-se a vontade para votar na enquete e ajudem a gente a decidir qual vai ser a primeira música do ACLLA revelada na sua versão final!

A enquete também está disponível em nossa comunidade do orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=48447150

Valeu galera, contamos com a participação de vocês!

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Postado por Tato Deluca:
Pessoal, desculpem a ausência de posts ontem, o dia foi realmente corrido! Para compensar isso hoje vou começar a tocar no assunto principal das letras do ACLLA e tentar trazer um pouco de embasamento histórico e visão prática para que realmente nos preocupemos com o que está acontecendo.
Vou falar um pouco da história da música e de como a música nos liga mais ao mundo que vivemos. Apesar de alguns dizerem que a música nos leva para outros lugares, esses lugares estão todos aqui, dentro de nós mesmos!
A própria música, como tudo que nos cerca, teve origem na Natureza. A música surgiu através de barulhos, o ser humano descobriu que certos materiais possuiam sons peculiares se “tocados” de uma certa maneira.
Os primeiros tipos de instrumento que surgiram foram os percussivos: Os tambores. Sua origem é incerta mas a presença deles nas mais variadas culturas do mundo antigo é comprovada. Depois dos tambores também surgiram os intrumentos de sopro, que também são datados do período pré-histórico (veja por exemplo o Didgeridoo dos aborígenas).
O tambor na cultura dos povos guiados pelos xamânica (pajés aqui no Brasil) representa diretamente o elemento Terra. A batida lenta do tambor pode representar a batida de um coração. Esse toque é usado nos rituais com finalidade hipnótica, a pessoa se concentra no toque do tambor e parte para uma jornada dentro de seu próprio inconsciente!
Os instrumentos de sobro simbolizam por sua vez o Ar. O didgeridoo, os chifres, Berrantes, etc sempre foram explorados nesse sentido. O didgeridoo particularmente é um instrumento de sopro que possui características percussivas! A ocilação de sua frequência pode ser controlada no sopro fazendo um som que ao meu ouvido se assemelha a “molas” sendo esticadas e soltando. Os aborigenes também usavam esse instrumento com função hipnótica em seus rituais.
Alguns instrumentos surgiram com a finalidade de imitar o som dos animais! A flauta é o canto dos pássaros, os berrantes o mugido dos bois.
Certamente que a origem dos instrumentos ainda não nos leva diretamente à música! Música é composta por harmonia, melodia e ritmo. Os batuques tribais eram compostos apenas do ritmo, e os instrumentos de sopro apenas de “melodia” (sendo que os primeiros possuiam apenas um tom). A música começou a tomar forma quando junto com as batidas dos tambores foi sendo adicionado o Canto!
Para acompanhar o canto, muitos instrumentos passaram a ser desenvolvidos, e isso começou a enriquecer a harmonia das músicas. Veja bem, estou falando de tempos imemoriais, sem registro histórico, mas é uma evolução Natural e coerente.
Os primeiros cantos, pelo menos se nos basearmos pela cultura pré-histórica ainda viva que temos no Brasil – os índios – eram canções ritualísticas, cantadas em roda em determinadas cerimônias ao longo do ano. Tenho vários CDs de música indígena e eles mostram varios tipos de cantos, entre eles os que mais me chamam atenção são os que imitam sons da Natureza e, as vezes, transcendem a própria limitação humana!
A batida de tambores e uma pessoa imitando a voz de um passaro, o gruninho de uma onça, etc unido de mais algum instrumento não-percussivo não está longe da música que ouvimos hoje!
Lógico que passamos por momentos na história da música onde a complexidade era extrema! Harmonizações de dezenas de instrumentos, sopro, cordas, percussivos, formavam enormes orquestras, mas, no entanto, a música popular nunca chegou a tal “exagero”.
Algumas músicas que ouvimos hoje são compostas de violão e voz. O Rock, Blues, etc é Bateria (lembram do tambor), Guitarra (um instrumento não percussivo que guia a voz), o baixo (instrumento hora melódico, hora ritmico que liga a bateria e a guitarra) e a voz (o Canto)!
Dentro do Heavy Metal, chegamos a resgatar inclusive o canto dos animais em algumas vocalizações. O canto agressivo e rasgado denota raiva, alguns guturais se assemelham a animais rosnando e urrando. Isso só mostra que estamos ligados a origem de tudo, agora e o conteúdo lírico?
As letras são as mais variadas, algumas falam de amor, outras falam de guerras, outras falam da Natureza, das atitudes humanas, de histórias do dia-a-dia… Resumindo, falamos de situações humanas, e mesmo as letras de fantasia possuem o elemento humano, e valores humanos!
Desse modo, por mais que fosse desnecessario, é fácil lembrar de que a música é um elemento que faz parte da Natureza: da Natureza humana! Da mesma forma que os passaros cantam, o vento faz melodias quando sopra, as chuvas quando caem, etc. Faz parte do ser humano se expressar através da música!
Se a música te faz fechar os olhos e viajar, ou te faz ter vontade de sair balançando a cabeça, abrir uma roda, acelerar o carro, é por que faz parte da sua natureza e afeta você, te emociona de alguma forma!
O Heavy Metal é uma expressão musical muito forte e vigorosa, suas melodias são marcantes, seus ritmos explosivos e essa música cheia de energia atrai milhões de pessoas em todo o mundo! Pessoas conectadas através da música! Se essas milhões de pessoas enxergassem a Natureza humana e a Natureza toda como uma coisa só, certamente uma semente estaria plantada na sociedade, e a revolução poderia começar!
Vamos fazer nossa parte!
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Vou tocar em mais um ponto interessante sobre o cenário Heavy Metal no Brasil – A atitude do público!

Nos shows de Heavy Metal hoje em dia no Brasil temos um fenômeno interessante: Existem aqueles que estão pulando e balançando a cabeça, fazendo do show uma grande festa, e existem aqueles que estão de braço cruzado olhando atentamente pro palco e de repente um cutuca o amigo do lado e fala: O BATERA ERROU!

Esse pequeno exemplo acima mostra o nível de competitividade que algumas pessoas demonstram ao ir em um show. O que seria isso? Por que essa vontade de criticar ou invés de balançar a cabeça e se divertir???

Em um show de bandas cover, onde o fã está lá para ouvir os clássicos de sua banda favorita, é até compreensível um nível maior de exigência quanto ao material que está sendo apresentado. Afinal, por mais que a entrada pra uma banda cover seja 15 reais, e a de um show da banda original seja 150, estamos pagando para ver o show, ele tem que ser bom!

A exceção são os amigos da banda, que independente dos erros vão lá pra chacoalhar e fazer da noite uma grande festa!

Agora, no caso de uma banda de som próprio, quem são os críticos?

A maioria das pessoas que começa a ouvir Rock em geral gostaria de tocar um instrumento. O Heavy Metal é um estilo de muita atitude. Atitude essa que leva muitos jovens a aprender a tocar alguma coisa. A maioria das pessoas que está aprendendo a tocar gostaria de ter uma banda, subir em um palco, fazer a galera agitar…

… Somando todos esse fatores, conseguimos entender a “rivalidade” que surge! O garoto que está lá de braços cruzados e comenta sobre o erro do baterista, com certeza está aprendendo a tocar bateria e adoraria estar em cima do palco agitando aquela galera…. mas isso torna o show mais divertido para ele?

Por que uma pessoa iria em um show apenas para observar os erros de outra banda? Uma pessoa segura,  que acredita no valor da própria arte e habilidade musical não precisa ir em shows para se “certificar” de que outras bandas também erram!!!! Errar é humano, isso é fato, shows 100% perfeitos são raros, as bandas profissionais aprendem a contornar a maioria dos erros e torná-los imperceptíveis ao público, mas mesmo nos erros mais crachos, a platéia precisa ir contra o artista?

 Estamos falando de um caso típico de pessoa que não sabe se divertir. Já fui em vários churrascos de amigos onde o pessoal bebia a valer e subia para tocar, tudo saia errado, todo mundo ria e balançava a cabeça sem parar e no fim todos se divertiam!!! ISSO É ROCK N ROLL!!!

O público de Heavy Metal no Brasil precisa se espelhar nos grandes festivais da Europa e EUA – onde as pessoas se divertem. Amamos esse tipo de música, tanto a platéia quanto a banda que está lá em cima tocando… estamos todos juntos em uma celebração ao Metal Nacional!!! Temos que ir para os shows apenas para nos divertir!!

Assisti muito show de bandas em bares pequenos, eu tenho senso crítico o suficiente para saber se as músicas estão sendo bem executadas ou não… mas isso realmente não importa! Se eu saí da minha casa para ir em um bar com show, no mínimo eu vou curtir o bar, mesmo que a música não me agrade…. e se a banda estiver tocando músicas que eu gosto, eu vou cantar junto, aplaudir, balançar a cabeça… e isso é minha festa, estou lá para me divertir!

Apenas esse ponto eu gostaria de levantar:

– Quem está em um show apenas analisando e criticando tem que em primeiro lugar se colocar no lugar do músico que está lá em cima! Se essa pessoa acha que faria melhor, POR QUE NÃO VAI LÁ E FAZ????? E mesmo que o “Chato” realmente consiga fazer melhor, se não é ele em cima do palco naquela noite, por favor, que cale a boca e vá se divertir!!!

No fim das contas quem se diverte, o analista ou a pessoa que chacoalha a cabeça e canta as músicas, abre rodas e sai pingando suor do show??? Óbvio que quem fez a festa sai feliz…

Por tanto acho que a reflexão do Bruno em alguns posts anteriores volta a tona:

“Não é a banda que faz o show, é a platéia!”

Por mais perfeita que a banda esteja, se o público não está lá para se divertir ele NÃO VAI se divertir!

Claro que a banda tem seu percentual. Quanto melhor ela executar, mais presença de palco tiver e desenvoltura em entreter a platéia, mais facil será conquistar a platéia… se ela quiser ser conquistada!

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Postado por Tato Deluca:

Antes de mais nada gostaria de expressar que esse post é para que as pessoas reflitam. Não pretendo tomar partido a favor ou contra, mas vou expor a parte boa e ruim das bandas cover. Como muitos sabem, o próprio baixista do ACLLA, Bruno Ladislau foi por muitos anos baixista do Dream Theater Cover, e por esse motivo vocês podem imaginar que temos algum embasamento sobre o assunto.

Quando as pessoas querem entrar no mundo da música, formar uma banda, varias delas optam pelo caminho do Cover. Existem 2 tipos de banda cover: a banda tributo a uma banda específica e a banda de cover “genérico”.

A Banda Tributo faz cover de uma única banda, todo o repertório é composto pelo material da banda escolhida e isso amarra muito os caras no sentido de que a platéia cobra uma execução FIEL ao material original! Normalmente nesses casos você vai encontrar um vocalista com um timbre muito parecido com o original, os guitarristas são praticamente obrigados a tirar os solos nota por nota… e esse tipo de banda é considerada Melhor quanto mais parecida for com a original! Esse tipo de modalidade não da liberdade para versões e nem abre muito espaço para músicas próprias.

A Banda de covers genéricos normalmente escolhe um estilo. Por exemplo: Classic Rock! Uma banda de covers de classic rock vai tocar Deep Purple, Whitesnake, Van Halen, Ozzy, etc. A vantagem é que nessa modalidade a banda pode fazer versões, apesar de que essa liberdade nem sempre é bem vista. Esse tipo de banda exige um vocal versátil, que consiga chegar pelo menos próximo da maioria dos caras das bandas originais. Os solos permitem um pouco mais de liberdade assim como as viradas de bateria. Entretanto esse tipo de banda exige um repertório grande. Uma banda de cover genérico para ser considerada boa precisa de um repertório grande e variado. Quanto maior e mais variado ele for, maiores chances de conseguirem shows em bares… o objetivo final de uma banda de Cover Genérico: Se tornar uma banda de formatura! (O Cachê de uma festa de formatura é altíssimo e exige uma banda que toque de Pop Rock a Axé!)

Vantagens:

Com uma banda cover, os músicos abrem seus horizontes musicais! Permite que eles evoluam em seus instrumentos tirando músicas de outras bandas e é garantido que algum bar vai lhes chamar para fazer show. A banda tem que ser boa – fazer versões muito próximas às originais e entreter a platéia.

Uma banda cover, infelizmente, tem muito mais facilidade de conseguir onde tocar do que uma banda de som próprio! (depois vou voltar nesse assunto)

Quando um país tem dificuldade em trazer shows de bandas originais é legal existirem bandas cover locais que possam trazer o gostinho para a galera de assistir o show de sua banda favorita… mesmo sendo cover… portanto existe um papel importante para essas bandas! As bandas cover divulgam o trabalho das originais e mantém o público destas fiel e aquecido!

Desvantagens:

Os músicos de bandas cover ficam presos! Não existe uma grande liberdade. Quando uma banda cover sobe no palco, 50% do jogo está ganho (se a platéia está lá é porque ela gosta da banda original e quer ver o show), porém se os caras não forem fiéis ao som eles serão vaiados. A platéia é muito mais CRUEL com uma banda cover. Comentários como: Olha que vocalista ridiculo! Puta o solo foi qualquer nota… nossa que banda horrível, etc, são muito comuns.

Um ponto de vista muito comum no meio musical: “Cover é Gozar com o Pau dos Outros”! Precisa ser analisado friamente… existem vantagens e desvantagens nesse caminho, mas vamos voltar a questão das casas de show:

– Os bares vêem muita vantagem em shows de banda cover.  Os caches geralmente são baixos, uma banda cover iniciante normalmente tem que vender um mínimo de ingresso para fazer o show, e se não conseguir ela simplesmente PAGA PRA TOCAR.

– Quando o dono do bar divulga uma banda cover ele automaticamente garante que naquela noite, os fãs daquela banda irão ver o show. Para eles é um público garantido!

Todo esse processo nos leva a um problema GRAVE. O espaço para as bandas de som próprio diminuiu drásticamente nos ultimos anos.

Quando comecei a fazer shows com o Dragon King em 99, algumas casas como o Black Jack abriam espaço para bandas de som próprio na mesma proporção que para bandas cover. Na realidade antes disso o espaço era ainda maior!

Isso estimulava as bandas iniciantes a compor seu próprio material. Como já disse em outros posts, não existe nada mais gratificante no mundo da música do que subir em um palco e ouvir a platéia cantando seu som!

Hoje em dia a molecada começa sempre com cover, se não for desse jeito eles não arrumam onde tocar! Isso é simplesmente um desestímulo à criatividade, isso mina o cenário, a pessoa para compor músicas próprias hoje tem que ser muito mais ousada do que há 10, 20 anos!

Eu sempre incentivei meus amigos de bandas covers a fazerem seu próprio som… hoje em dia parece que a pessoa toca covers por alguns anos e depois “digi-evoluem” para bandas de som próprio! Mas não é assim que precisa ser!

Quanto mais bandas novas de músicas próprias surgirem no Brasil, mais forte ficará o cenário!!! Precisamos de bandas novas, idéias novas, ídolos novos para os fãs de Heavy Metal! Cada vez mais, novas bandas surgem, mas elas precisam de espaço para tocar!!!

É realmente muito complicado ter uma banda de som próprio, os bares e casas de show se viciaram em bandas cover! Elas preferem colocar uma banda que faz cover de uma banda famosa do que uma banda de som próprio para fazer um show! Basta ver o dia que tocam bandas de som próprio nas casas: Quarta, Quinta, Domingo na matinê. Ou então as vezes surge a oportunidade de uma banda de som próprio ABRIR pra uma banda cover….

QUE ABSURDO!!!!!!!!!!!! Vocês imaginam o Iron Maiden abrindo para um Led Zeppelin Cover?????????????????? Mesmo no inicio da carreira, isso é uma tremenda inversão de valores!

Nós, os fãs, e os donos das casas de show, mídia, etc, deveríamos apoiar 100% as bandas de som próprio senão vamos matar o cenário!

Outra coisa que me preocupa muito. Bandas que fazem cover de bandas nacionais. Nada contra quem tem um Angra Cover ou um Sepultura Cover, etc… mas pensem nisso:

– O cachê de vocês é 200 reais. O cachê dos caras é  10.000 (por exemplo), quem vocês acham que o dono do bar vai chamar pra fazer um show?

Pois é. Existem alguns casos em que a banda cover pode simplesmente tirar a chance de uma banda original tocar em um lugar. Pra que o dono da casa vai se esforçar em chamar a banda original se ela pode simplesmente colocar o cover lá por 50 vezes menos? Ok, posso estar exagerando, mas eu fico preocupado com essa possibilidade!

Bom de todo modo esse é um texto para refletir, quero ouvir a opinião de vocês galera… quanto aquela parte do público que julga a banda cover, ele também existe para bandas de som próprio, mas isso é assunto para outro post!

Até a próxima!
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Postado por Tato Deluca:

Galera, vou falar um pouco das Bônus que gravamos e infelizmente não farão parte do álbum. Originalmente elas fariam, mas devido à variedade músical que optamos seguir – não queríamos colocar músicas parecidas – elas saíram.

– Who Brings On the Night?

Essa música foi composta em 1999 (com o nome “King of the Light”) pouco tempo depois que compus The Dragon Lives (que se tornou The Hidden Dawn). Alguns elementos da melodia são parecidos, mas Who Brings… era mais power metal.
Ela era uma música rápida que incorporava os bumbos duplos no Dragon King (em 1999 a banda passou por uma mudança de bateristas, e Chicão, o novo batera, tinha pedal duplo e queríamos explorar suas técnicas).
A letra que antes era toda metafórica (a velha metáfora do Rei Dragão) ganhou recentemente uma letra mais direta… Um chamado para a revolução questionando quem é o verdadeiro “Inimigo”, contra quem estamos combatendo! Na realidade “aquele que traz a noite” é o próprio ser humano, que está caminhando direto para sua auto-destruição.

– Sunlight:

Essa música eu lamento um pouco mais ter ficado de fora. Na realidade ela foi composta em 1996, um ano depois de Beyond The Infinite Ocean, no entanto ela é bem mais simples e direta do que a outra. Apesar disso ela tem uma melodia muito marcante, bonita… é interessante constatar que por mais que a levada seja totalmente Heavy Tradicional (até mesmo “Ironmaideniana”), ela seja a mais “melódica” de todas que gravamos!
Alguns elementos mais Pop também são encontrados na ponte e o refrão é completamente “chiclete” (não o “com banana” – chiclete por ser grudento!).
Ela acabou ficando de fora pois já estávamos decididos a tirar a Who Brings, e depois de varios testes de track list ela não se encaixaria muito bem junto com as outras. Não foi o fato de que o álbum ficaria com 13 músicas que me fizeram abandoná-la!

De todo modo, vocês que seguem a banda ganharão as bonus tracks para download no site oficial que deve entrar no ar em breve. Para uma versão de melhor audio (CD), talvez coloquemos uma delas no PROMO que será lançado muito em breve. A outra estamos reservando para alguma proposta de gravadora!

É isso aí galera, mas de todo modo vocês conhecerão essas músicas e é possível que coloquemo-as nos shows em algum ‘bis’!

Grande abraço
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