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Os discos que marcaram Tato Deluca (ACLLA)

Por Tato Deluca | Em 11/08/10

Quando criança meus pais sempre fizeram uma certa “separação musical” em minha casa. Minha mãe achava que eu deveria ouvir música clássica e dizia que aumentaria minha inteligência e capacidade de concentração – sim, eu era hiperativo! Ela e meu pai, por outro lado, achavam que criança devia ouvir música de criança: Balão Mágico, Trem da Alegria, Xuxa Saltimbancos, etc. Acho inclusive que foi por isso que comecei a ouvir metal melódico – é impressionante como eu conseguia identificar melodias da minha infância nesse tipo de música, quando a banda era “leve demais” eu dizia que era Xuxa com pedal duplo(rs)!

Meu pai por sua vez era rockeiro! Ele já foi músico profissional, tocou em uma banda chamada “The Clevers” nos anos 60/70 e passava os fins de semana ouvindo Beatles, Stones, tocando no piano, violão, então posso dizer que o Rock Clássico me traz muita nostalgia dos meus dias de criança.

Um dia algo aconteceu. Passava na TV a série “Armação Ilimitada” cuja entrada era música “Say what you Will” do Fastway e, como criança hiperativa, subi na cama e comecei a pular fazendo um air guitar, curtindo muito o som! Isso fez meu pai ter uma certeza… Eu era um fã de Rock n Roll em potencial!

Quando meu pai comprou nosso primeiro CD player, em 92, ele trouxe para casa vários discos, deu alguns de música clássica para minha mãe, alguns mais populares para minha irmã e para mim ele deu:  os discos (CDs) que marcaram minha vida:

1.  AC/DC Live (1992) – Meu pai falou: “Esse é o AC/DC, lembro deles do Rock in Rio! Eles têm esses chifrinhos, falam do diabo e tem esse guitarrista que se veste de colegial!”. Quando coloquei a música para tocar foi como se um impulso elétrico tomasse conta do meu corpo! Clássicos como “Hells Bells”, “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” e “TNT” me colocaram definitivamente no caminho do Heavy Rock!

2. Iron Maiden – Fear of the Dark (1992) – Quando meu pai pediu para o cara da loja de discos “o que está pegando entre os jovens hoje em dia” ele indicou esse disco. Devo confessar que eu estranhei um pouco o conteúdo. Be Quick or be Dead me pegou na veia! A primeira música do disco me deixou alucinado e fez com que eu reunisse meus amigos do prédio para filmar um “clipe dublado” usando panelas como bateria… foi aí que começou meu sonho de ter uma banda de Heavy Metal!

3. Metallica – Metallica (1991) – Não conheci Metallica através do meu pai, na realidade conheci vendo clipes nas aulas de inglês. Nessa época o Metallica dominava os rádios, programas de clipe, etc, a MTV estava começando nessa época e ainda era muito Rock n Roll! O excesso de peso no começo me assustou um pouco, mas depois eu comecei a gostar, e muito! Queria ouvir coisas cada vez mais pesadas!

4. Iron Maiden – Powerslave (1985) – Foi o segundo CD do Iron Maiden que comprei, e esse sim me deixou completamente apaixonado pela banda! A partir disso fui comprando um por um os álbuns da banda até completar toda a discografia. Naquela época não podíamos ouvir um CD antes de comprar, o que tornava a experiência muito mais emocionante!

 5. Motörhead – March ör Die (1992) – Outra banda “moderna” que agradava meu pai. Achei sensacional quando ouvi músicas como: “Stand”, “Hellraiser” e o cover de “Cat Scratch Fever”. Depois tive a felicidade de comprar outros discos do Motörhead e conhecer os clássicos dessa grande banda!

 6. Helloween – Live in the U.K. (1989) – Um amigo do colégio me apresentou Helloween, ele disse: “Você gosta de Iron Maiden, precisa ouvir isso!” Quando eu ouvi, devo confessar que minha reação foi estranha. A única música que eu gostei originalmente foi “I Want Out” (que é mais tradicional), mas tinha alguma coisa na “How Many Tears” que me deixou com a pulga atrás da orelha… Não entendia bem o que    era, mas tinha algo revolucionário naquela música! Com o tempo fui  comprando mais álbuns do Helloween e entrei definitivamente no clima metal melódico.

7. Black Sabbath – Dehumanizer (1992) – Esse foi outro álbum da primeira leva que meu pai me deu! Quando Tony Iommi disse que criou o Heavy Metal ao compor músicas que dessem medo, ele não estava errado. Para um pré-adolescente de 11 anos, o álbum me assustou bastante. Dentre as músicas arrastadas e sombrias, as que gostei logo de cara e me colocaram no caminho certo foram “TV Crime” e “Time Machine”. Sensacional!

8. Savatage – Hall of the Mountain King (1987) – Naquela época eu comecei a assistir o programa Fúria Metal! Esse programa mudou a minha vida, devo grande parte do meu conhecimento em Heavy Metal a apresentadores como Gastão Moreira e Vitão Bonesso (Backstage). Quando assisti esse clipe, obviamente que o achei muito engraçado (como qualquer clipe de metal da mesma época), mas ao mesmo tempo achei a música sensacional! Fui na galeria do rock e comprei o CD… Maravilhoso! Minha paixão por Savatage começou aí, sem dúvida!

9. Judas Priest – Painkiller (1991) – Foi irresistível. Quando assisti ao clipe de Painkiller pela primeira vez não consegui não desejar o CD. Fui atrás e fiquei muito feliz em perceber que tinha feito uma excelente compra! Todas as músicas, absolutamente todas, me fizeram ter uma experiência sonora única, num clima apocalíptico e pesado! Até hoje as músicas desse álbum influenciam em minhas composições.

10. Yngwie J. Malmsmsteen’s Rising Force – Marching Out (1985) – Nesse momento definitivamente minha vida mudou.  O Heavy Metal, estilo que para mim era recém-descoberto estava tomando proporções muito maiores! Em cada novo álbum que comprava eu via inúmeras possibilidades de composição, a música levava minha imaginação para qualquer lugar do universo! Quando ouvi Malmsteen pela primeira vez, percebi finalmente que a música clássica da minha mãe, e o rock do meu pai, podiam andar juntos, formando algo realmente revolucionário!

Bom, esses foram os álbuns que realmente mudaram minha vida, depois dessa introdução explosiva ao estilo muita coisa veio e me trouxe influências, todas as bandas que ouvi a partir daí mudaram minha forma de compor e pensar. Hoje em dia estou tentando voltar às origens e a partir disso levar minhas composições para novos lugares nunca antes explorados… me desejem sorte!

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Oi galera!

Primeiramente desculpe-nos pelo período de inatividade do blog, mas tivemos umas semanas bem corridas e só agora estamos voltando para “colocar a casa em ordem”.

Dia 21/03 fizemos um show “teste” no aniversário do vocalista Tato Deluca. O show teve abertura das bandas Legs Up! e Hot Doggers, ambas contam com Tato em suas formações (vocalista na primeira e guitarrista na segunda).

Normalmente pessoas publicam reviews de shows, estamos abrindo esse espaço para passar nossas impressões, e também para ouvir a impressão daqueles que foram no show! 

 

Tato Deluca: 
“Foi uma noite muito especial pra mim! Além de meu aniversário eu estava mostrando para os meus amigos que meu sonho estava se concretizando. Há 3 anos eu havia feito uma festa com o falecido Dragon King e os Hot Doggers, naquele show ficou evidente que a banda precisava tomar outro rumo, mas eu prometi pra galera naquela noite que a próxima vez que subisse no palco para tocar Heavy Metal, meu sonho estaria realizado. E foi o que aconteceu!

O show do Legs Up! Foi um bom teste pro meu novo equipamento de palco, o in-ear fez com que eu me ouvisse perfeitamente bem, e pude executar um show sem grandes problemas e com uma audição perfeita. Certamente quem viu o show deve ter pensado que eu forcei a voz, mas quando um vocalista se ouve com clareza ele consegue controlar bem o que está fazendo… e eu ia precisar, pois tinha mais dois shows pela frente! A banda tocou bem os covers, todos estavam bastante animados, nem parecia que era o último show da banda!

Nos Hot Doggers eu toco guitarra, mas faço backing vocals em todas as músicas e ainda tem algumas que canto solo. Foi bom para descansar a garganta, o show em si foi extremamente divertido, demos muita risada pois as letras que falam sobre a temática do Cachorro Quente mantém o clima sempre pra cima!  O vocalista, Vince Vader (@vincevader), é um showman nato e anima a platéia como ninguém.

Finalmente chegava a hora do show do ACLLA. Minha garganta seria colocada a prova, mas ao mesmo tempo nunca me senti tão confortável: além do bom retorno, as músicas foram compostas 100% para a minha voz. Os meses que passei cantando covers me ajudaram muito a ganhar segurança nos agudos e treinar técnicas as quais eu não estava acostumado. Tanto me faz bem esses treinos, que mesmo após o fim do Legs Up!, decidimos remontar a banda e seguir em frente com covers ainda mais ousados (por exemplo, Queen).

Em termos de execução o show foi muito bom em nosso ponto de vista, a banda subiu no palco para arrebentar tudo, e literalmente arrebentou (basta considerar que o Eloy arrebentou a estante do Crash na primeira música, e arrebentou a estante reserva na segunda música. rs.). Em termos de som, a casa era pequena, a bateria estava microfonada por causa das outras bandas, não houve passagem de som exclusiva para o ACLLA e isso nos causou problemas.

De todo modo fizemos uma reunião para conversar sobre esses aspectos técnicos e foi bom para que decidíssemos como as coisas devem ser daqui para frente!”

A banda mesmo tendo pouco retorno estava animada, agitamos bastante e o público pareceu sair bem feliz, é isso que importa! No Heavy Metal, você sente que a platéia está feliz se eles pulam, gritam, se batem, e isso tudo aconteceu, então estamos bastante satisfeitos com o show!

É isso aí galera, se você quiser opinar a respeito, fique a vontade, o espaço é seu!

 

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Postado por Tato Deluca:

Pessoal,

Sei que às vezes é difícil entender por que um álbum demora tanto para ser lançado. Resolvi escrever esse post que desmistifica um pouco todo esse processo, mas pode servir de ajuda e inspiração para as bandas novas que querem gravar seu material algum dia.

O processo todo no caso do ACLLA teve início no segundo semestre de 2007. Apresentei para o produtor Ricardo Nagata o material cru, que eu havia gravado no computador da minha casa, apenas guitarra e voz. Com o material na mão, comecei a me encontrar com o baixista Bruno Ladislau para trabalharmos os arranjos.

Re-arranjamos algumas músicas, e novas idéias foram surgindo. Mostrei essas novas idéias para o Nagata, e ele me convenceu a substituir várias das músicas antigas por essas idéias novas. Voltamos ao processo de arranjo, esse processo levou cerca de 6 meses. 

Em abril de 2008 começamos a gravar a pré-produção, todos os arranjos prontos foram gravados, com bateria programada, baixo, guitarras e voz para testarmos o material. O “Japa” também me deu uma ajuda, ele já queria direcionar o tipo de voz que eu ia fazer no disco, portanto acompanhou a gravação das vozes para alinhar minha interpretação.

Depois da pré-produção finalizadas, voltamos a parte de arranjos. Trabalhamos as músicas que não tinham ficado tão boas, mudamos algumas bases de solo, escrevi as letras que estavam faltando, etc.

Nesse meio tempo a banda passou por algumas mudanças de formação, entraram na banda Eloy Casagrande (baterista) e Chrystian Dozza (guitarrista). Com esses músicos, novas idéias foram surgindo, e passamos a ensaiar os arranjos da pré para que todos pudessem colocar as suas idéias nas músicas.

Ficamos ensaiando por cerca de 6 meses até que pudéssemos definir as músicas como prontas. Esses ensaios não envolviam somente ensaios da banda toda. Bruno e Eloy se encontravam constantemente para compor a “cozinha” das músicas. Eles realmente tem um entrosamento assustador e criaram linhas extremamente bem trabalhadas com repiques de baixo e bateria totalmente sincronizados!

Os guitarristas, Chrystian Dozza e Denison Fernandes também faziam ensaios separados para a composição dos solos! Esses ensaios renderam momentos do disco que realmente estão emocionantes, como o solo de Beyond the Infinite Ocean!

Por fim entramos em estúdio em abril de 2009! Passamos o ano todo gravando, não por dificuldade dos músicos – Eloy gravou todas as baterias em 2 dias! Bruno gravou as linhas de baixo em 2 dias.

Tivemos alguns problemas de agenda, tanto por parte do estúdio quanto dos músicos. A gravação de guitarra base foi a que mais demorou. Conseguíamos gravar a cada 2 ou 3 semanas mas o resultado fez jus a todo o trabalho que tivemos!

Devido ao atraso na gravação de guitarra tive que aproveitar uma brecha nessas gravações, que foi justamente meu período de férias no trabalho extra-banda, para gravar os vocais principais!

A maioria deles foi gravado em cima de guitarras guia! O que deve-se ter muito cuidado ao executar esse processo inverso é de que as guitarras estejam 100% afinadas. Uma desafinação pode prejudicar toda a linha de voz, e como estúdio é pago por hora, não é bom regravarmos nada!

As linhas de voz principais foram gravadas em duas semanas, 6 ou 7 horas de pé atrás de um microfone, cantando com toda a pegada possível durante 12 dias, mas é um esforço realmente gratificante.

Concluímos as gravações de base em setembro e começamos a gravar os Solos e Backings. Esse processo foi mais rápido, em um mês e meio estava concluído.

Em novembro tínhamos todas as músicas gravadas, com exceção dos instrumentos exóticos – theremin, didgeridoo, percussão. Os teclados foram gravados apenas em janeiro desse ano e o theremin no inicio de fevereiro.

Enquanto isso o produtor Ricardo Nagata está mixando e masterizando o álbum. Na realidade o processo de mixagem é o mais demorado.

Primeiro uma música é mixada à exaustão (no caso a escolhida foi The Totem). Depois que ela fica perfeita os timbres e volumes são testados nas outras músicas que teriam o mesmo “clima”, funcionando, excelente, se não funcionar, deve-se tratar individualmente a música.

Temos músicas muito variadas no álbum, nenhuma parece com a outra, temos momentos mais Hard Rock que não soariam bem com a distorção de uma The Totem por exemplo, assim como temos uma moda de viola que é  acústica, músicas com intro em violão, é impossível definir uma configuração de volumes e timbres que funcionaria para todas.

Por esse motivo estamos nesse pé hoje: The Totem, Jaguar e The Hidden Dawn estão mixadas e com masters provisórias – a Masterização final ocorre depois que todas as músicas estão 100% mixadas. Assim define-se um volume e frequências que funcionam para todas as músicas, e deixa-se o disco totalmente uniforme!

A previsão é que tenhamos as músicas do EP prontas hoje (lançaremos uma PROMO edition com 4 ou 5 músicas em no máximo 1 mês). Com isso enviamos o material para a prensagem (essa Promo será prensada de forma independente).

O álbum mesmo, decidimos nos dar um pouco mais de tempo para negociarmos com os selos. Ele terá 12 músicas, as quais já descrevemos em posts anteriores. Para selos internacionais temos 2 bônus reservados, quando tudo estiver lançado, fazemos questão de disponibilizar esse bônus aqui para vocês, mesmo por que podemos tocá-los nos shows (e provavelmente vamos!)

Fiquem ligados galera, está tudo acontecendo e quando menos esperarmos o álbum já estará em suas mãos!

Grande abraço
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Vamos revelar a primeira música finalizada do ACLLA, mas queremos a participação de vocês!

Lançamos uma enquete com 3 opções, três músicas que já temos mixadas e masterizadas: The Totem, Jaguar e The Hidden Dawn.

Os reviews dessas músicas podem ser encontradas aqui mesmo neste blog, em posts anteriores, sintam-se a vontade para votar na enquete e ajudem a gente a decidir qual vai ser a primeira música do ACLLA revelada na sua versão final!

A enquete também está disponível em nossa comunidade do orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=48447150

Valeu galera, contamos com a participação de vocês!

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